Por onde começar a investir: guia básico para iniciantes

O interesse por investimentos e a divulgação de educação financeira tem, felizmente, crescido ao longo dos anos.

Se você ainda está começando a aprender sobre o assunto, já deve ter percebido que na internet há uma infinidade de conteúdos sobre os mais variados temas.

Porém, a maioria dos conteúdos disponíveis já pressupõem que você tenha algum conhecimento prévio sobre a dinâmica básica do mundo dos investimentos e geralmente abordam temas mais específicos.

Quem ainda não conhece nada sobre investimentos pode ficar confuso e desanimado ao tentar os primeiros passos.

Se você se enxergou na última frase, esse conteúdo é para você!

Mostraremos tudo o que você precisa saber para ter uma visão geral e introdutória sobre investimentos.

Depois de ler esse conteúdo, você com certeza vai saber conversar com qualquer pessoa sobre o básico do mundo dos investimentos.

Primeiro passo: Renda fixa e renda variável, as duas grandes divisões

Não apenas no Brasil, mas também em outros países, existem dois grandes grupos nos investimentos: a renda fixa e a renda variável.

De modo geral, a renda fixa é um grupo de investimento mais previsível que a renda variável e é composta por investimentos mais seguros.

A renda fixa tem as regras do investimento definidas com antecedência.

Por isso, no momento que o investidor adquire algum produto, ele já sabe qual será o prazo de investimento e a taxa de remuneração.

Além disso, a segurança de grande parte da renda fixa é garantida pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), uma organização que restitui até R$ 250 mil aos investidores ou correntistas de instituições financeiras que entram em falência.

No entanto, os investimentos de renda fixa possuem retornos menores que os de renda variável, em troca de segurança e prazos de aplicação mais curtos.

Do outro lado há a renda variável que, ao contrário da renda fixa, possui alto risco.

Este grupo tem retornos não previsíveis e são voláteis, ou seja, apresentam grande variação nos rendimentos.

Como não há um taxa de rentabilidade predefinida, a renda variável pode ter altos e baixos de acordo com a situação financeira, operacional, setorial e regulatória dessa empresa, além do cenário político interno e externo.

A renda variável prioriza investimentos de médio e longo prazo como forma de maximização dos retornos.

Porém, apenas conhecer os grupos não é o suficiente. É essencial que você conheça o seu perfil de investidor para escolher ativos de acordo com seus objetivos.

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Segundo passo: Investimentos diretos e indiretos

Independentemente de escolher entre ativos de renda fixa ou variável, você pode investir de forma direta ou indireta.

De forma direta, você compra propriamente os ativos.

Ou seja, você escolhe um produto de uma instituição financeira, uma ação de uma empresa, entre outros, e faz a gestão dos próprios investimentos.

O principal benefício de investir dessa forma é saber tudo o que acontece com os seus investimentos, uma vez que é você quem acompanha a performance de cada um.

Porém, por outro lado, o investidor precisa dedicar tempo para estudar as opções e ficar frequentemente atualizado.

Na modalidade indireta, estão os fundos de investimento, que nada mais são do que veículos de investimento. Ou seja, eles juntam os recursos de diversos investidores e direcionam o seu dinheiro para produtos variados.

Os fundos podem ser compostos apenas por investimentos de renda fixa, apenas renda variável ou mesmo combinar os dois mundos, nos chamados fundos multimercados.

Existem também alguns fundos no setor imobiliário e outros previdenciários. Você pode entender mais sobre os fundos de investimento neste outro artigo.

Aprofundando um pouquinho: As características da renda fixa

A renda fixa é subdivida em três tipos: prefixada, pós-fixada e híbrida e, dentro de cada uma dessas subdivisões deles, há diversos produtos.

Alguns dos produtos financeiros mais conhecidos são a poupança, o CDB, a LCA e LCI, o Tesouro Direto etc.

  • A renda fixa prefixada é o tipo de investimento no qual o investidor já sabe o retorno que ele terá desde o início, já que é uma taxa de rendimento fixa preestabelecida com os bancos ou corretoras de valores.

Como exemplo podemos citar retorno de 6% ao ano, 8% a.a. (ao ano) etc.

Com a queda da taxa Selic para 2% ao ano, muitos investidores viram uma oportunidade em produtos de renda fixa prefixada.

Já a pós-fixada varia de acordo com o indicador escolhido no investimento. Ou seja, ela é atrelada a alguma taxa, podendo ser principalmente a Selic – explicada no vídeo abaixo – ou o CDI e o retorno seguirá a movimentação da economia.

Por exemplo, podemos citar retorno de 100% da SELIC, 120% do CDI etc. Se você ainda não sabe ao certo o que é CDI e como ele interfere nos seus investimentos, veja no vídeo abaixo:

  • Além disso, há a subdivisão híbrida, que combina as modalidades prefixadas e pós-fixadas, como por exemplo em um retorno de CDI + 1,5%, ou IPCA + 4%.

Outro fator a ser considerado na renda fixa é a relação entre segurança e retorno, explorada também nesse outro conteúdo do Poupador.

Também com relação à segurança existem três pequenos grupos de investimento na renda fixa, que são os títulos públicos, as emissões bancárias e o crédito privado.

  • Os títulos públicos são os mais seguros, pois são emitidos pelo governo.
  • O crédito privado normalmente possui melhores retornos, mas são um pouco mais arriscados por estarem associados ao risco de uma empresa.
  • As emissões bancárias são o equilíbrio entre os três grupos, uma vez que combinam o retorno e a segurança do FGC.

Por isso, o processo de escolha do modo de remuneração e do investimento deve ser feito com cautela e conhecimento.

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Aprofundando um pouquinho: As possibilidades na renda variável

Assim como a renda fixa, a renda variável tem algumas subdivisões.

1 O grupo de investimentos mais famoso na renda variável é o mercado de ações.

As ações são títulos de empresas de capital aberto negociados na bolsa de valores.

Ou seja, o investimento em ações significa comprar uma pequena fração daquela empresa e você passa a participar de parte dos lucros e prejuízos da companhia.

2 Há também o grupo dos fundos imobiliários, que são fundos de investimento negociados na bolsa de valores, com foco apenas no setor imobiliário.

Quem investe em FIIs adquire pequenas partes de imóveis, sejam eles comerciais, hospitalares, industriais, educativos etc.

Esse investimento tem se tornado cada vez mais atrativo e foi explicado com detalhes nesse artigo do Poupador.

3 Além deles, há os BDRs. Os BDRs são representações das ações de empresas estrangeiras negociadas aqui no Brasil.

Mais detalhes dos BDRs, da atualização da CVM e a explicação de como acessá-los explicados pelo Poupador Inteligente aqui.

4 Também existem dois outros grupos renda variável, que são o mercado das opções e o mercado futuro, mas que não vamos explorar aqui por serem mais complexos.

Como colocar a mão na massa e começar a investir?

Depois de todas essas informações você deve estar se perguntando como começar a investir de fato.

Um dos primeiros passos é, com certeza, conhecer o seu perfil de investidor. Todos os ensinamentos apresentados não farão o menor sentido se você não tiver autoconhecimento e não for sincero sobre seus objetivos, realidade e comportamento.

Outra dica para começar a investir é a montagem da sua reserva de emergência. A reserva deve ser o primeiro dinheiro investido de todas as pessoas e os produtos escolhidos devem ser seguros (tesouro direto, CDBs de grandes bancos, fundos de renda fixa) e possuir liquidez diária.

Após seguir essas duas regras, você está livre para se aprofundar nos investimentos. Assim, você deve sempre analisar os riscos e objetivos, os prazos de investimento e os recursos que serão direcionados para tomar as melhores decisões considerando seus objetivos, expectativas e realidade.

Conclusão

De modo geral, os investimentos são divididos em dois grupos principais, que são a renda fixa e a renda variável. Nelas têm algumas especificidades que determinam os resultados dos seus investimentos.

Para começar a investir, é essencial que você saiba o básico sobre os principais investimentos. Além disso, você deve ter sempre em mente o seu perfil de investidor e em mãos sua reserva de emergência.

Dessa forma, investir se torna muito mais fácil e seguro.

Agora você já tem uma noção de tudo o que precisa saber para começar a estudar mais sobre investimentos e alcançar a sua independência financeira.

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Rafael Corrêa
Giovanna Oliveira
Publicado em Fevereiro de 2021
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