Investimentos e seus impostos – Renda Fixa

Quando abrimos o extrato bancário ou de corretoras, é comum visualizar o saldo subir se o dinheiro está investido, porém isso não significa que esse todo esse valor é nosso.

Até que o dinheiro fique 100% nas nossas mãos é muito comum que ocorram descontos de impostos, sejam eles descontados antes mesmo de entrar na nossa conta (para a grande maioria dos investimentos) ou se deverão ser pagos no mês seguinte (apenas para renda variável).

Somente conhecendo o imposto de cada investimento poderemos mapear quanto, de fato, algum investimento poderá apresentar de retorno, o que abre a possibilidade de escolher a opção mais vantajosa.

Este conteúdo faz parte de uma série na qual vamos abordar as alíquotas (percentual) de impostos que são cobradas para todos os investimentos, bem como suas peculiaridades e como compara-las entre si.

Como comparar investimentos que possuem impostos diferentes

Quando dois investimentos possuem alíquotas de impostos diferentes, você deve comparar o rendimento líquido entre eles.

Para encontrar o rendimento líquido, basta fazer a simples conta:

Por exemplo, se tivermos um investimento “Alfa” que não possui tributação e que rendeu 4% e um investimento “Beta” que rendeu 5% no mesmo período mas que tem tributação de 20%, para poder comparar corretamente, precisaríamos chegar (i) no valor bruto equivalente de “Alfa” usando a alíquota de “Beta” ou (ii) obter o valor líquido do investimento “Beta”. Fazendo as contas, chegaríamos à conclusão que eles apresentaram rendimentos iguais!

Origem do cadastro:
*|HTML:ORIGEMERROR|*
Receba nossos conteúdos mais recentes em primeira mão!
*|HTML:EMAILERROR|*

IOF (imposto sobre operações financeiras) e tributação regressiva de longo prazo

Antes de entrarmos nas particularidades dos impostos para cada investimento, vamos introduzir dois conceitos super importantes: o IOF e a tributação regressiva.

O IOF é um imposto aplicado em conjunto com o imposto de renda, apenas na rentabilidade, e se ela for positiva.

Mas não se preocupe, pois ele somente é cobrado quando o tempo de investimento for menor do que 30 dias.

Assim, se você for investir por período muito curtos, fique atento, pois o IOF pode reduzir (e MUITO) os seus retornos.

Veja a tabela de alíquotas de IOF, que começam em 96% caso você invista hoje e resgate amanhã, e chega a zero caso esse prazo se estenda a 30 dias corridos ou mais.

Agora, falando de imposto de renda (IR), destacamos a tributação regressiva de longo prazo, que é aplicada na maioria dos investimentos, e incide apenas no rendimento (não no valor investido) caso ele seja positivo.

Nesta tributação, a alíquota será diferente de acordo com o prazo que o dinheiro ficou investido. Veja o gráfico abaixo:

Assim como o IOF, quanto mais tempo o seu dinheiro ficar investido, menos imposto será cobrado.

Deixando o dinheiro investido 360 dias trará uma tributação de 20% nos rendimentos, ao passo que se esperar 361 dias ela cairá para 17,5%, e assim sucessivamente.

Agora, vamos explicar os impostos de cada investimento.

Renda fixa

Quando falamos de renda fixa, todos os impostos são cobrados (quando aplicáveis) diretamente na fonte, ou seja, a própria instituição custodiante ficará responsável por recolher este imposto para você, e na sua conta entrará apenas o valor líquido.

Renda fixa incentivada

Os seguintes papéis de renda fixa não possuem nenhuma incidência de IR, nem IOF:

  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
  • CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)
  • CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários)
  • Debêntures incentivadas

O fato de não haver tributação para estes ativos não significa necessariamente que eles rendem mais.

Isso apenas poderá ser afirmado com a comparação entre o rendimento destes papéis (que é líquido) e o rendimento líquido de outro que possua tributação.

Renda fixa tributada

Todos os investimentos de renda fixa não mencionados acima possuem alíquotas de IR seguindo a tributação regressiva de longo prazo e também IOF (comentados em tópico acima), sendo eles:

  • Tesouro direto (seja SELIC, IPCA ou pré-fixado, tanto no rendimento no vencimento quanto no pagamento de juros semestrais se ocorrer)
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário)
  • RDB (Recibo de Depósito Bancário)
  • LC (Letra Cambial)
  • LH (Letra Hipotecária)
  • Debêntures comuns

Apenas as LFs (Letras Financeiras) possuem um incentivo de não apresentarem cobrança de IOF, mas estão sujeitas ao IR de alíquotas regressivas, assim como os demais papéis de renda fixa.

Conclusão

Quando falamos de renda fixa, é necessário estar atento principalmente ao prazo de investimento para assim calcular o rendimento líquido corretamente.

Nos próximos conteúdos abordaremos a tributação de fundos de investimento (incluindo os fundos previdenciários) e de renda variável, não deixe de se inscrever na nossa newsletter para ser notificado assim que estiverem no ar.

Se ficou com alguma dúvida ou se gostaria de fazer algum comentário quanto à tributação de renda fixa, fique à vontade para deixar suas palavras abaixo.

Conte com o Poupador Inteligente para aprimorar seus conhecimentos sobre o mundo dos investimentos!

Origem do cadastro:
*|HTML:ORIGEMERROR|*
Receba nossos conteúdos mais recentes em primeira mão!
*|HTML:EMAILERROR|*
Rafael Corrêa Publicado em Julho de 2020
Ficou com alguma dúvida quanto ao conteúdo ou gostaria de fazer algum comentário? Sinta-se livre para deixa-lo(a) abaixo!

Continue lendo

Se gostou desse conteúdo, com certeza também gostará destes:

Março, 2020 Como escolher um investimento – parte 1: objetivo e risco

Guia: saiba qual tipo de investimento é o mais adequado para você!


Junho, 2020 Tudo sobre o FGC: como ele protege meu dinheiro?

Aprenda tudo o que você precisa saber sobre o FGC e como poder contar com a garantia nos seus investimentos.

Julho, 2020 Porquê e como escolher um bom fundo de investimentos

Além da diversificação, gestão profissional e melhores retornos, poupe tempo e se conheça melhor como investidor.

Março, 2020 Como escolher um investimento – parte 1: objetivo e risco

Guia: saiba qual tipo de investimento é o mais adequado para você!


Junho, 2020 Tudo sobre o FGC: como ele protege meu dinheiro?

Aprenda tudo o que você precisa saber sobre o FGC e como poder contar com a garantia nos seus investimentos.

Julho, 2020 Porquê e como escolher um bom fundo de investimentos

Além da diversificação, gestão profissional e melhores retornos, poupe tempo e se conheça melhor como investidor.