O que é imunidade de rebanho e como ela afeta seus investimentos?

Você sabe o que é imunidade de rebanho?

Já pensou quanto tempo podem durar as limitações do novo coronavírus e as consequências disso nos seus negócios e investimentos?

Nesse artigo discutiremos as perspectivas para o caso brasileiro considerando novas descobertas a respeito da população previamente imune à COVID-19, que podem ajudar na aceleração da retomada geral das atividades no Brasil e no mundo.

Caso ainda tenha alguma dúvida sobre como seus investimentos são impactados pela crise e como uma aceleração da retomada pode ser benéfica para eles, basta acessar nossos demais conteúdos no final da página.

Introdução e Panorama Geral

No atual cenário da pandemia, os impactos econômicos ocasionados pela crise sanitária da COVID-19 não são um fator desconhecido entre a população e entender os desdobramentos da doença torna-se uma variável chave nas decisões do mercado, no Brasil e no mundo.

Recentemente novas descobertas a respeito da memória contida nas células de alguns indivíduos podem ser um fator muito importante para entendermos a evolução do cenário que estamos vivendo.

Alguns estudos indicam que parte da população é imune à COVID-19 mesmo sem ter tido contato com este vírus em específico.

Mas afinal, o que é Imunidade de Rebanho?

A imunidade de rebanho ocorre quando um grupo de pessoas possui imunidade, ou seja, desenvolveu uma defesa contra um vírus e com isso a doença não consegue se espalhar.

Esta imunidade, ou resistência à uma infecção, pode ser adquirida pelos indivíduos que se recuperaram após terem sido infectados ou foram vacinados contra o vírus e quaisquer outros agentes causadores.

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O conceito então significa o momento no qual existe uma quantidade minimamente suficiente de população imune para diminuir a propagação da doença, pois reduz a possibilidade de uma pessoa que ainda não foi infectada entrar em contato com outra contaminada.

Imagine que exista um indicador que represente o número de pessoas que alguém infectado contamina - vamos chamá-lo de R0. Esse indicador vai nos dizer qual o número básico de reprodução estimado para determinada doença contagiosa.

Em uma gripe comum, este valor é estimado entre 1,5 e 2. Para a COVID-19, porém, estudos supõem que ele seja mais próximo de 2,5 e 3,0, o que significa que uma pessoa contaminada infecta pelo menos outras duas ou três pessoas.

Como, ao passar do tempo, o número de pessoas suscetíveis se torna mais escasso, vamos definir outro índice e chamá-lo de Rt, ou o número de reprodução ao longo do tempo.

A imunidade de rebanho então seria possível quando a fração de suscetíveis dentro da população inteira fosse pequena o suficiente para que o “Rt” seja igual a 1.

Para pensarmos em números, podemos inferir que: a imunidade de rebanho seria equivalente à seguinte equação matemática: [1-(1/R0)]x100. Assim, caso o “R0” para a COVID- 19 fosse 2,5, conforme sugerem algumas estimativas, o número de infectados deveria ser de 60% para atingir a imunidade de rebanho.

Poderíamos dizer que a imunidade de rebanho somente seria possível através da eficácia de uma vacina ou de uma contaminação mais disseminada, mas novas descobertas apontam sobre a imunidade cruzada, ou seja, pessoas que tiveram exposição a outros coronavírus no passado não pegariam a COVID-19, que é o que vamos explorar melhor logo abaixo.

E o que é a Imunidade Cruzada e como ela muda esse cenário?

Alguns estudos apontam que um universo da população é realmente imune ao vírus mesmo sem ter tido contato com ele, que seria o que chamamos de imunidade cruzada.

Essa possibilidade se deve ao fato de que a família coronavírus possui vários outros tipos mais “comuns” e grande parcela da população se relaciona com algum deles ao longo da vida. Este contato acaba criando resistência humana tanto para esses coronavírus “comuns” quanto para a própria COVID-19.

Um estudo realizado na Alemanha comprovou que 36% das pessoas de um grupo que não havia sido exposto à doença já apresentavam células de combate. Um outro estudo estima que entre 40% e 60% das pessoas não infectadas podem ter essa imunidade prévia.

Essa descoberta da possibilidade de imunização cruzada fez com que o conceito de imunidade de rebanho começasse a ganhar mais atenção no cenário que estamos vivendo.

Mostra-se, assim, uma possibilidade de redução da severidade da doença para alguns indivíduos que possuem a memória prévia e traz uma nova perspectiva sobre os desdobramentos da pandemia no futuro.

Em números

Para tentarmos inferir melhor esse cenário no caso brasileiro, vamos assumir, conforme estudos indicam, uma taxa de mortalidade de 0,59% (Boomer e Vollmer, 2020), fazendo com que o Brasil chegasse em mais de 17 milhões de casos.

Esse número representa em torno de 8,1% de sua população e, em tais níveis de contaminação, seria necessário que 51,9% da população tivesse imunidade prévia para que a imunidade de rebanho fosse alcançada.

Considerações finais

Mesmo com o otimismo com a possibilidade de imunidade cruzada, o aumento da mobilidade urbana deve receber atenção. Embora existam maiores chances de sensibilizar (imunizar) a população ao vírus, a mobilidade vai retomar de formas diferentes para determinadas localidades no país. Nesse sentido, a curva de contágio deve estar em níveis moderados para que não ocorra aumento descontrolado da reprodução viral, até que haja desenvolvimento de uma vacina efetiva contra o vírus.

A retomada das atividades é ansiosamente aguardada por todas as empresas e pela população, pois a paralisação tem efeitos de bola de neve (que inclusive já estamos sentindo na pele) tanto para as pessoas, como para o país, conforme explorado no artigo Como a COVID afeta a economia.

Além disso, nossos investimentos também sentirão o “sobe e desce” ocasionado pelas incertezas. Um retorno mais rápido também resultará numa melhoria da qualidade dos investimentos e menores oscilações, que detalhamos neste outro artigo Como a COVID afeta meus investimentos. Vale a pena conferir.

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Fonte: adaptado do conteúdo elaborado pela FG/A

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Rafael Corrêa Publicado em Agosto de 2020
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