Impactos do coronavírus na economia

Você sabe exatamente como e por que essa crise pode afetar a economia e por consequência seus investimentos?

Surgido no leste asiático, mais especificamente na China, o vírus da família coronavírus já está presente em todos os continentes do planeta com menos de 4 meses desde sua “descoberta”.

Super rapidamente se espalhou pelo mundo e provocou uma enorme crise financeira.

Por conta da altíssima capacidade de transmissão deste vírus, mais de 220 mil pessoas já estão com casos confirmados da doença em todo o mundo, o que torna essa a maior crise sanitária já vivida por esta geração.

Em seus estágios mais avançados, pode causar complicações respiratórias graves que requerem cuidado próximo de equipes médicas em hospitais.

Se a quantidade de pessoas com complicações for grande, os hospitais podem ter problemas para conseguir cuidar de todas as pessoas por conta da limitação de leitos no país.

O meio mais eficiente descoberto até o momento para estancar a proliferação desse vírus é fazer com que as pessoas deixem de circular, ficando em casa. Isso mesmo: fique em casa!

Muitas das autoridades competentes já estão atuando e comentado bastante a respeito deste assunto, mas nem sempre os motivos por trás dessas ações ficam muito claros.

Aproveite este artigo para entender como e porquê isso afeta pode afetar a vida das pessoas e das empresas.

Como o coronavirus afeta a economia

A forma mais eficiente para estancar a proliferação e o contágio de milhares (ou milhões) de novas pessoas por este vírus está na restrição de movimento das pessoas, que é justamente o principal ponto de impacto do coronavírus na economia.

Essa redução de movimentação pode gerar problemas com a redução

  • da oferta
  • e da demanda.

A redução de oferta é proveniente do lado das empresas, uma vez que pode ficar difícil obter todos os componentes e produtos (tanto nacionais quanto importados) e mesmo ter pessoas para executar as atividades necessárias dentro (ou fora) da empresa.

Por outro lado, a redução da demanda vem do lado do consumidor, pois este não quer (e nem pode – ou deveria) sair de casa para ir às lojas adquirir novos produtos, passear no shopping, ir aos jogos de futebol, viajar e etc.

E tanto a redução da oferta quanto da demanda geram o mesmo problema para as empresas:

Redução das receitas nos momentos parados.

Nenhum setor sairá 100% ileso, mas os principais setores que tendem a sofrer mais com esses impactos são os de óleo e gás, turismo e transportes.

Mas, por que isso é tão ruim assim que chega a ser ruim até para quem não é dono de empresas?

O problema da redução das receitas é que se forem muito fortes podem comprometer os compromissos (dívidas) das empresas, sejam estes com funcionários, fornecedores, ou mesmo com bancos.

Se essa crise durar poucos dias, não será um grande problema, mas se durar meses, pode trazer caos para a economia ((e isso vale para o Brasil ou qualquer outro país).

Algumas empresas possuem recursos para se sustentarem durante algum tempo.

Porém, as pequenas empresas são as mais vulneráveis por geralmente não possuírem dinheiro em caixa (liquidez) para se sustentar sem ter receitas minimamente satisfatórias.

Assim, todos estamos de certa forma ameaçados. Desde empreendedores, funcionário, bancos, à outras empresas.

Isso sem contar a situação de diversos trabalhadores que recebem por dia (ou hora) trabalhado, que, se não puderem trabalhar, como pagarão suas contas para se sustentar?

O ponto chave é o tempo durante o qual essas paralizações serão necessárias.

Como o tempo de incubação do vírus é de 2 à 14 dias, é aceitável estimar que o “período parado” deva ser superior a isto para tentar frear por completo o ciclo de transmissão do vírus.

O pior (do pior) cenário possível:

No pior dos casos, se essa crise se prolongar demais, pode-se chegar ao extremo de uma crise de crédito, similar ao que ocorreu em 2008:

  • 1.
    Num primeiro momento grande quantidade das empresas (ou pessoas) fazem empréstimos para tentar honrar suas dívidas com funcionários, outras empresas e com os próprios bancos.
  • 2.
    No segundo momento, como a paralisação persistiu por muito tempo, essas pessoas/empresas não conseguem honrar essas suas dívidas para com outras empresas/pessoas/bancos, e essas também acabam tendo que procurar ajuda com empréstimos numa bola de neve sem fim.
  • 3.
    Por fim, a inadimplência em massa pode gerar um efeito dominó que pode colapsar o sistema financeiro inteiro.

Por isso vários Bancos Centrais e Governos no mundo já anunciaram pacotes de resgate e auxílio aos setores mais afetados.

É importante monitorar se a crise atual será controlada pelos governos e bancos centrais, para evitar uma onda de empresas e pessoas não conseguirem pagar suas dívidas e sobreviver.

Os governantes aprenderam bastante com as crises anteriores e aparentemente estão dispostos a atuar prontamente para evitar (ou amenizar o máximo possível) os piores cenários.

Porém, o clima do momento é de incerteza pelos riscos que resumidamente apresentamos acima para você.

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Rafael Correa Publicado em Março de 2020
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