Impactos do coronavírus nos meus investimentos

Saiba o que esperar dos seus investimentos entendendo como a atual crise sanitária afeta cada um dos tipos de investimento.

Conforme já explicamos com mais detalhes no artigo “impactos do coronavírus na economia”, a atual crise sanitária impacta a economia mundial como um todo, e quanto mais tempo durar, piores podem ser seus efeitos.

E tudo isso pode trazer como consequência alguns impactos nos investimentos.

Abaixo vamos abordar quais os impactos para cada tipo de investimento.

Aproveite e verifique o que esperar de cada um dos seus ativos!

Efeitos na renda fixa

Tesouro Direto

Sendo o investimento mais seguro no país, podemos dizer que você pode dormir tranquilo caso tenha ativos do Tesouro Direto.

O responsável por essa segurança é o próprio governo brasileiro, o qual possui muitas maneiras de captar ou até mesmo “criar” (imprimir) dinheiro caso seja necessário.

O único efeito que pode ser sentido no curto prazo é nos títulos IPCA+ ou prefixados que podem ter o seu valor variando negativamente se as taxas de juros futuros aumentarem, por outro lado, se as taxas subirem, a variação será positiva.

Este efeito ocorre pela marcação a mercado destes ativos (explicar a marcação a mercado é um pouco complexo, portanto, não explicaremos aqui), porém você só sentirá este efeito “de verdade” se você vender algum ativo antes do vencimento deste.

Para o caso de você não resgatar o ativo antes do vencimento, você continuará recebendo os juros e correção da maneira como contratado.

Renda fixa bancária

Estes ativos contam com a segurança do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), então os riscos aqui são bem baixos também.

O FGC é uma instituição privada que resumidamente protege o sistema financeiro nacional. Se você possuir os investimentos que o FGC protege de alguma instituição bancária, e essa instituição vier a falir, o FGC restituirá seu dinheiro.

Esses ativos protegidos são:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário)
  • RDB (Recibo de Depósito Bancário)
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
  • LC (Letra Cambial)
  • LH (Letra Hipotecária)
  • Poupança

Vale destacar que existem alguns limites para essa proteção: você pode ter a cobertura de até R$ 250 mil por instituição, com um limite de 4 instituições num período de 4 anos.

O maior risco é, em um cenário muito extremo (e pouquíssimo provável), se muitas instituições quebrarem e precisarem da ajuda do FGC e ele não conseguir restituir 100% dos valores de todos os investidores.

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Renda fixa privada

Estes ativos possuem o risco atrelado à empresa que recebeu o dinheiro investido.

Desta forma, o risco pode ser maior ou menor dependendo da saúde financeira, operacional, setorial e regulatória dessa empresa.

Aqui encontram-se:

  • Debêntures (normais ou incentivadas)
  • CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)
  • CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários)

Se a empresa emissora do papel passar por algum aperto financeiro, pode ocorrer algum tipo de problema nos pagamentos dos juros ou do principal.

No entanto, muitas dessas operações possuem lastro, que nada mais são do que ativos que servem de garantia para serem vendidos (em situações extremas) e assim restituir os investidores.

Assim, com um pouco de paciência você ainda pode reaver o seu dinheiro.

Fundos de renda fixa

Estes fundos combinam diversas estratégias de renda fixa, fazendo alocações entre Tesouro Direto, renda fixa bancária e privada.

Aqui o maior risco é se a estratégia do fundo contempla muito ativos da renda fixa privada e também bancária (o FGC não protege investidores pessoas jurídicas), pois estão sujeitos aos riscos já comentados acima.

No entanto, como os fundos sempre diversificam bastante em dezenas de ativos, mesmo se tiverem problemas com uma empresa isso pode não ser tão representativo no resultado completo do fundo.

Efeitos na renda variável

No curto prazo, a incerteza e o medo serão responsáveis por criar oscilações (volatilidade) acentuadas nos preços dos ativos, fazendo com que esses preços desabem (ou decolem) muito rapidamente.

Essas oscilações nada mais são do que os participantes do mercado tentando a todo tempo prever e se antecipar aos impactos futuros dessa crise nos ativos.

Mas convenhamos, é bem difícil acertar o futuro, não?

Para o médio e longo prazo, olhando especificamente para ações, o maior perigo para as empresas é se ela não apresentar liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações de curto prazo, pois isso pode comprometer desde a distribuição de lucros dessa empresa nos primeiros meses até, inclusive, a operação no longo prazo, dependendo da saúde financeira, operacional, setorial, regulatória e agilidade de gestão de cada empresa.

Já os Fundos de Investimento Imobiliário estão sujeitos à solidez dos seus inquilinos que podem ter problemas (ou não) para pagar seus aluguéis, o que para o investidor pode significar poucos ou vários meses sem receber dividendos.

Efeitos nos fundos multimercados e previdenciários

Estes fundos podem seguir tanto estratégias únicas de renda fixa ou renda variável, nacional ou internacional, bem como misturá-las, podendo apresentar maiores concentrações de um ou outro ativo dependendo da política de investimento individual do fundo.

Portanto, prever os impactos nestes fundos é relativamente complicado, porque depende das políticas de investimento individuais de cada fundo.

No entanto, o comportamento deles sempre seguirá algum dos comportamentos mencionados acima, podendo apresentar efeitos maiores ou menores.

Conclusão

Épocas de crise, apesar de assustarem e trazerem diversos impactos, são oportunidades para refletirmos nossas escolhas como investidores.

  • Estamos investindo respeitando nosso perfil de investidor?
  • Seguimos estratégias diferentes para curto prazo e longo prazo?
  • Estamos fazendo as diversificações adequadas?
  • Em algum momento negligenciamos os riscos de alguma escolha?

Não temos como prever o futuro e saber qual a duração ou quão profundamente essa crise afetará nosso país, mas podemos afirmar que é algo passageiro.

Afinal, o país sempre se recuperou das crises anteriores.

E mais do que isso, fica cada vez mais preparado e robustos para voltar a crescer novamente.

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Rafael Corrêa Publicado em Abril de 2020
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