Estimativas para o tempo de duração das medidas de isolamento social ocasionadas pela COVID-19 no Brasil

Você já pensou quanto tempo podem durar as paralisações ocasionadas pelo COVID-19 de forma que possa avaliar o impacto nos seus negócios e investimentos?

Este conteúdo é um resumo de um estudo elaborado pela FG/A (uma consultoria financeira), que, por considerar que esta é uma variável chave nas decisões empresariais, decidiu estudar a evolução da Covid-19 nos outros países e assim trazer uma sensibilidade do que podemos esperar aqui para o Brasil.

Se tiver interesse de ler o estudo na íntegra com maior nível de detalhamento e mais informações, deixarei o link no final da página, basta clicar lá, ok?

Agora, vamos ao conteúdo:

Rápida Introdução sobre a Covid-19

A elevada transmissão da Covid-19 faz com que o número de casos cresça em curvas acentuadas, superiores ao que o sistema de saúde de qualquer país pode suportar.

Laboratórios estimam 18 meses para o desenvolvimento de uma vacina, enquanto medicamentos carecem de testes que levam dias para comprovarem seus efeitos.

Hoje, as medidas de restrição à circulação são as únicas alternativas eficazes.

Sem qualquer controle, os casos crescem 33% ao dia e mesmo com algum isolamento social cresce 10% ao dia.

Para sairmos da situação de isolamento, é necessária uma supressão forte para quebrar o ciclo de contágio, e depois entramos numa nova fase para controlar e rastrear os casos remanescentes.

Sendo assim, quanto tempo poderá durar o isolamento social no Brasil?

O caso da China

A China conseguiu conter a disseminação do vírus e hoje apresenta cenário de controle que possibilita afrouxamento do isolamento. Para tal, dispôs-se de restrições, controlando atividades e fluxo de pessoas.

Em 23 de janeiro, a China determinou o lockdown (bloqueio completo) apenas na cidade de Wuhan, onde o vírus apareceu pela primeira vez, porém não obtiveram a supressão necessária, o número de casos crescia 36,9% ao dia.

Em 13 de fevereiro, foram fechados todos os negócios “não essenciais” em várias províncias.

Somente assim conseguiram em 10 dias reduzir de 3 mil para menos de 1 mil casos diários. Após mais 10 dias estes caíram para menos de 100.

Entre o início de medidas rigorosas e o retorno gradual das atividades passaram-se 44 dias na província de Wuhan (chamada de Hubei) e 18 dias no restante da China.

A Coreia do Sul

Pela experiência adquirida na crise de MERS em 2005, as autoridades estavam preparadas para adotar medidas de controle e rastreamento e evitar o crescimento exponencial de casos.

Em 19 de fevereiro, a Coreia do Sul identificou o 31º paciente e já determinou o isolamento social.

Esse paciente 31 desrespeitou regras de isolamento, e após descobrir, as autoridades realizaram testes em todos os cidadãos que tiveram contato com aquele, o que possibilitou monitoramento e redução do crescimento de 22% para 9% ao dia.

Isso possibilitou que em 13 de março, o número diário de casos novos já era inferior ao número de enfermos recuperados.

O caso da Itália

A Itália evitou tomar medidas mais severas no início, o que ocasionou descontrole da epidemia.

Em 22 de fevereiro, com 80 casos, a Itália declarou lockdown de 14 províncias, com fracas restrições ao comércio.

Entre 7 e 11 de março, com casos diários em 1.200, as autoridades realizaram shutdown de todo o comércio ‘não-essencial’ em todo o território nacional.

Em 22 de março, com casos diários em 4.400, incluem o fechamento da indústria ‘não essencial’.

Em 14 de abril a média de casos dos últimos 3 dias foi de 3.900.

Apesar da redução de contágios, estes ainda estão muito elevados, o que não permite afrouxamento do isolamento.

O caso Brasil

Pelas trajetórias e estatísticas de outros países, surgiram algumas ações espontâneas a partir de 12 de março, que ajudaram, mas não suprimiram a expansão.

Em 23 de março, quando medidas de suspensão do comércio e serviços não essenciais são adotadas no estado de São Paulo, os números de casos diários eram 350 com índice de contaminação de 24%.

Após 14 de abril, os casos diários eram 1.600, com um índice de contaminação de 11%.

Apesar da aparente redução de contágio, medidas mais efetivas de isolamento poderão ter que ser adotadas para solucionar o problema mais rapidamente para evitarmos um cenário em que a população não suportará a manutenção do isolamento.

Considerações Finais

A FG/A entende que o caso da Itália será a melhor referência para o Brasil.

Como as medidas de isolamento no Brasil foram adotadas na semana de 23 de março, estimam que se encerrarão antes do final de maio no estado de São Paulo, não perdurando por mais do que 60 dias.

Em estados com menor número de casos, este prazo será mais curto.

Caso as flexibilizações do isolamento sejam tomadas de forma equivocada, o erro aparecerá rapidamente pela saturação do sistema de saúde, o que exigirá novas paralisações.

Este cenário de avanços e retrocessos pode estender o tempo para a solução do problema, mas não acreditam que seja possível adentrar o mês de junho.

Conforme prometido, aqui deixo o link para o relatório completo e detalhado:

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Rafael Corrêa Publicado em Abril de 2020
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