Existem oportunidades em renda fixa com os juros a 2%?

Embora já estivesse sendo esperada por alguns analistas de mercado, a queda da Selic divulgada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em agosto, atingindo 2% ao ano, assustou alguns investidores.   

Com a taxa básica de juros no menor patamar da história, questionamentos sobre a viabilidade dos investimentos em ativos pré-fixados vieram à tona.

Neste conteúdo, vamos apresentar as perspectivas do cenário de juros atual e as alternativas para investir em renda fixa.

Afinal, a renda fixa morreu?

A renda fixa é essencial na composição da carteira de qualquer investidor, por dois motivos:

  • 1
    Diversificação: Adquirir diferentes ativos é considerado o ponto chave para a redução de riscos e composição eficiente de um portfólio, portanto, a renda fixa sempre fará parte da carteira de um bom e seguro investidor.
  • 2
    Reserva de emergência: Os primeiros investimentos de qualquer pessoa devem ser destinados a criar uma reserva de emergência. O objetivo é ter uma fonte de recursos para momentos de gastos inesperados e urgentes. Para isso, alta liquidez e segurança são necessárias e apenas encontradas em conjunto nos produtos de renda fixa.

Nesse sentido, é perceptível que a morte da renda fixa aparenta ser um assunto incogitável, mesmo em períodos de juros menos atrativos.

As incertezas na renda fixa decorrentes da Selic a 2% ao ano têm feito muitos investidores se perguntarem se existem oportunidades na renda fixa com retornos eficientes para investir a longo prazo. E, caso você ainda não saiba, já adiantamos: a resposta é “sim”!

O cenário dos investimentos pré e pós fixados

A renda fixa é composta por ativos pré e pós fixados.

Os ativos pré-fixados são aqueles que o investidor já tem conhecimento da rentabilidade durante todo o período do ativo no momento da compra. Ou seja, o rendimento é pré-estabelecido, fixo.

Ao contrário do pré, o pós-fixado passa por variações ao longo de tempo de acordo com algum indexador do título escolhido, que pode ser a Selic, o CDI, o IPCA, ou vários outros.

Em um período de taxa de juros baixíssima, ao se imaginar que há a possibilidade de os juros subirem, pode-se pensar que os títulos pré-fixados seriam más escolhas.

No entanto, embora pareça o contrário, são justamente os produtos pré-fixados considerados como oportunidades vantajosas a longo prazo.

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Juros Forward e as possibilidades no Tesouro Direto

Para entender se algum investimento pré-fixado vale a pena, há um conceito que se chama “juros forward”.

Os juros forward são uma estimativa de qual deve ser o comportamento dos juros nos próximos anos para que o rendimento de um título pós-fixado seja o mesmo de outro pré-fixado.

Com ele, fica mais fácil entender qual vale mais a pena.

Vamos usar o Tesouro como exemplo para explicar este conceito.

No Tesouro Direto, existe o título Tesouro Pré-fixado 2025, que tem rentabilidade fixa de 7,1% ao ano, e o Tesouro Selic 2025 (que é pós-fixado), e tem remuneração de SELIC + 0,1595%.

O Tesouro Selic terá uma rentabilidade que poderá ser maior ou menor seguindo a oscilação da Selic, enquanto o Pré será a mesma em todos os anos.

Para que os dois tenham a mesma rentabilidade, a Selic deverá ter o comportamento mostrado pela linha preta representada na imagem a seguir, em cada um dos próximos anos:

Nesse cenário,o título pré e o pós teriam o mesmo retorno em todo esse período. Conforme o gráfico, a Selic deverá subir de 2,5% em 2021 para 5,1% em 2022, 8,5% em 2023, 9,1% em 2024 e 11,0% em 2025 para que os dois retornos sejam iguais.

Em outras palavras, para que o rendimento deste título pós seja o mesmo daquele título pré, é necessário que ocorra um aumento da Selic.

Caso não haja tal aumento, o título pré terá um retorno maior do que o pós.

Portanto, se você investir neste título pré-fixado e a taxa de juros subir um pouco, você só teria algum tipo de prejuízo se os juros subirem mais do que a curva mostrada acima e, convenhamos, tal elevação deveria ser substancial para chegarmos nesse cenário adverso.

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Cenário de aumento de juros e CDBs pré-fixados

As alternativas em renda fixa não são exclusivas apenas do Tesouro Direto.

Alguns títulos do crédito privado também oferecem um cenário de rentabilidade atrativo ao investidor.

Um exemplo de CDB, expresso no gráfico, tem rentabilidade maior que a do Tesouro Pré e abre espaço para um aumento ainda maior dos juros.

Esse CDB pré-fixado, que paga 8,6% ao ano e possui vencimento em 2024, possibilita um prêmio relevante sobre os juros incorporados no Tesouro (2,4%), de modo que apresenta resultados promissores ao investidor.

Conclusão

Embora com a queda da Selic o rendimento dos investimentos de renda fixa possa ter sido prejudicado, esse segmento é essencial para todos os perfis e carteiras de investimento. 

Portanto, visto que o mercado é muito dinâmico e não é possível a certeza de um investimento que terá melhor performance em um dado período, pré-fixados se mostram boas alternativas. Além disso, a diversificação da carteira é a melhor saída para manter a lucratividade e a segurança.

Caso tenha restado alguma dúvida, entre em contato conosco através dos comentários que iremos te ajudar. 

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Rafael Corrêa
Giovanna Oliveira
Publicado em Outubro de 2020
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