Como escolher um investimento – parte 3:
valor

Antigamente existia um pré-conceito de que investir era “coisa de rico”, e ainda hoje este pensamento acarreta impactos na sociedade brasileira.

Por este e alguns outros motivos, 58% da população brasileira não possuía nenhum investimento em 2018, segundo pesquisa da ANBIMA.

No entanto, por menos de 50 reais já é possível acessar diversos (e bons) tipos de investimento.

Neste artigo, que é a continuação do nosso guia “como escolher um investimento”, vamos falar agora sobre investimentos e os “valores” que você precisa para acessá-los.

Caso tenha chegando direto neste artigo, explicamos que ele faz parte de uma sequência de conteúdos que vão te auxiliar a escolher um novo investimento que esteja alinhado aos seus objetivos, expectativas e realidade (e até avaliar se os já existentes respeitam as características que deveriam apresentar).

Para fazer uma boa escolha é necessário alinhar 3 variáveis: risco, prazo e valor investido.

A primeira parte deste guia discute a variável risco, enquanto a segunda parte a variável prazo. Portanto, recomendamos que volte para alguns destes materiais caso queira entender melhor essas variáveis, suas relações com retorno e como cada tipo de investimento se relaciona com essas variáveis.

Agora, vamos voltar para o conteúdo!

Valor investido: quanto estou investimento no momento?

Esta variável não tem segredos, sendo basicamente o valor que você está investindo em cada ativo, seja em um momento específico (X reais num determinado dia) ou periodicamente (Y reais uma vez por mês).

Prazo de investimento e retorno

Não é possível afirmar que existe uma relação entre a variável “valor investido” e retorno, pois não existe uma correspondência nem direta nem indireta entre eles.

Por exemplo, tanto a poupança quanto as ações exigem valores baixos de investimento, mas apresentam retornos totalmente diferentes: o rendimento da poupança é fixo e baixo, ao passo que as ações possuem rendimentos variáveis, podendo ser tanto excelentes quanto negativos.

O retorno está mais vinculado ao risco e prazo de investimento do que com o valor investido.

Mas lembre-se: o retorno é atrelado ao valor investido.

Considerando um investimento cujo retorno é 6% a.a., se você investir R$ 100,00 terá um retorno de 6 reais no primeiro ano, ao passo que se investir R$ 10.000,00 o retorno será de R$ 600,00 neste primeiro ano.

O poder está no acúmulo contínuo de capital investido e no tempo que fará os juros compostos multiplicarem seu dinheiro!

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A escolha do seu investimento de acordo com o valor

Já sabe quanto você investirá em determinado dia ou mensalmente?

Se estiver procurando investindo valores pequenos, existem as seguintes opções:

  • a.
    Considerando renda fixa:
    A poupança: que não apresenta valor mínimo de investimento.
    Títulos públicos do Tesouro Direto: estes você pode acessar por menos de R$ 50,00, e contará com a garantia do governo.
  • b.
    Considerando renda variável:
    Ações: por menos de 10 reais no mercado fracionado você já tem acesso a ter participações em muitas empresas. No entanto, a maioria das ações tem seu valor variando entre 2 e 70 reais.
    Fundos de investimento imobiliários: vários FIIs têm cotas com valor abaixo de R$ 50,00, porém as cotas da grande maioria dos FIIs estão entre 80 a 200 reais.
    Opções: são operações que apresentam muitas variáveis para precificação, mas no geral podem ser acessadas a partir de 10 reais. Assim como o mercado futuro, o funcionamento é um pouco diferente, sendo possível você vender uma posição se acreditar que o preço do ativo pode cair.

Aumentando o valor investido para 500 reais, você já consegue entrar em diversos fundos de investimento em renda fixa, multimercado, de ações e cambiais. No entanto, a maioria possui mínimo de mil, cinco mil ou dez mil reais.

Agora, com pelo menos R$ 1.000,00 você consegue acesso a todos os títulos de renda fixa privados que possuem garantia do FGC, como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, LHs, LCs, e, também, os sem garantia do FGC, como os CRAs, CRIs e debêntures comuns ou incentivadas.

Um pouco acima, por R$ 3.500,00, é possível acessar o mercado futuro (renda variável), sendo que este apresenta alavancagem, com particularidades para cada tipo de contrato futuro.

Por fim, fundos de previdência costumam ter aplicação mínima mais elevada. Podemos encontrar alguns que exigem R$5.000,00 para entrar, ao passo que outros podem solicitar mínimos de R$ 100.000,00.

Para resumir tudo o que foi dito sobre valor investido:

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Conclusão

Encontrou algum (ou vários) investimento(s) que pode(m) ser acessado com o valor que você quer/irá investir?

Agora, para conseguir escolher investimentos com maiores retornos e, ainda, respeitando todas as suas necessidades e expectativas, basta alinhar este(s) investimento(s) com o risco e liquidez (prazo) com o que você quer e/ou espera.

Caso tenha alguma dúvida quanto a estas outras variáveis, é só visitar as outras partes deste guia, sendo a parte 1 (para risco) e a parte 2 (para prazo)

.

Antes de finalizarmos esta série de conteúdos, vamos fazer duas considerações:

  • 1.
    A primeira é que você não precisa se limitar a apenas um tipo de investimento.

Se mais de um tipo se adequa aos seus objetivos e realidade, pode muito bem escolher investir em mais de um.

Inclusive, também, é muito provável que você tenha mais do que um objetivo para seus investimentos.

Neste caso, você deve identificar os objetivos para cada parcela que você está investindo e adequar os investimentos para cada objetivo individualmente.

A escolha de diversos ativos distintos chama-se diversificação, e a simples ação de diversificar seus investimentos escolhendo diversas categorias já é suficiente para reduzir consideravelmente os riscos gerais envolvidos no processo de investir.

Claro que se você estiver investindo um valor pequeno é natural que você tenha poucos tipos de ativos, mas conforme for aumentando seu patrimônio, é extremamente recomendável diversificar, independente do seu perfil de investidor.

  • 2.
    E como segunda consideração, vamos deixar uma pulguinha atrás da orelha e dizer que o processo de investir não acaba por aqui!!

Considerando qualquer categoria (ou tipo) de investimento que está adequada aos seus objetivos, expectativas e realidades, existirão opções boas e opções ruins.

É necessário saber separar o joio do trigo para otimizar seus rendimentos e assim obter melhores resultados.

Conforme formos publicando conteúdos aqui do blog do Poupador Inteligente vamos abordar as características individuais de todos os tipos de investimento.

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Rafael Corrêa Publicado em Maio de 2020
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