Como escolher um investimento – parte 1:
objetivo e risco

Escolher um investimento pode parecer algo difícil uma vez que existem muitas opções e diversas opiniões sobre o assunto.

Porém, é mais fácil do que parece.

Basta alinhar o seu investimento aos seus objetivos, expectativa e realidade.

Para ajudar nesse processo, vamos elaborar uma sequência de 3 conteúdos que serão um ótimo guia para sua escolha de investimentos.

Após a leitura, você terá condições de saber qual tipo de investimento é o mais adequado para você!

Qual o melhor investimento de todos?

Muitas pessoas podem ter uma resposta na ponta da língua para essa pergunta, alegando que que “A” ou “B” é o melhor investimento.

Porém, muito cuidado com essas pessoas porque, se deram uma resposta de bate pronto, pode ter certeza que não sabem o que estão falando ou podem até estar querendo “te empurrar” algo.

A verdade é só uma:

Não existe apenas um investimento específico que é “o melhor de todos” e que será o melhor para você e para as outras pessoas.

O melhor investimento é aquele que está alinhado com os objetivos, expectativas e realidade de cada pessoa.

Sendo assim, existem vários “melhores investimentos”, e não apenas um.

O primeiro passo para escolher seus investimentos é entender 3 fatores sobre o que você quer/espera dos seus investimentos, que são:

  • Liquidez (prazo): tempo durante o qual você deixará o dinheiro investido.
  • Valor: quantia que será investida, seja mensalmente, anualmente ou em um único dia.
  • Risco: uma medida de quanto você quer evitar surpresas.

A partir daqui, vamos discutir cada um desses fatores individualmente e mostrar qual investimento se adequa a qual expectativa/realidade.

No final, você poderá conciliar todos os pontos e escolher qual tipo de investimento mais combina com você e seus objetivos.

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Risco: o quanto gosto (ou não) de “montanhas-russas”

Em poucas palavras, o fator risco é relacionado a oscilações (volatilidade), que por sua vez está atrelado a ganhos e/ou perdas.

O risco é definido como baixo para investimentos que possuem rendimentos constantes e se a chance de ocorrerem perdas do valor investido é baixa.

De maneira oposta, o risco alto é atrelado a investimentos com constantes oscilações e/ou com chances de ocorrer perda do valor investido.

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Para investir, você precisa saber quanto de risco está disposto a correr com os investimentos que está fazendo, respeitando sempre seu perfil de investidor com o objetivo de evitar dores de cabeça futuras.

Faça a si mesmo algumas perguntas como:

  • Quero que meus investimentos tenham rendimentos constantemente?
  • Estou investindo este dinheiro, mas vou precisar dele em caso de emergências ou para algum uso específico (seja usá-lo para comprar um carro, pagar as contas de uma viagem, do casamento, de estudos etc) em um prazo específico?

Se a resposta for sim para uma dessas duas perguntas acima, você deve procurar ativos de menor risco.

  • Não me importo com oscilações hoje porque estou investindo pensando no retorno daqui alguns anos?
  • Quero ter ganhos elevados, mesmo que exista possibilidades de perdas temporárias ou permanentes?
  • Já tenho recursos investidos em ativos seguros, com esta parcela que estou investindo agora quero retornos maiores?

Se a resposta for sim para uma dessas três perguntas acima, você pode procurar ativos de maior risco.

Risco e retorno
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Falando apenas em risco, pode-se dizer que retorno é diretamente proporcional ao risco.

Assim, se estiver procurando um retorno elevado, será necessário sujeitar-se a algum nível elevado de risco.

Por outro lado, se não estiver disposto a correr risco, terá que estar ciente que não obterá retornos gigantescos.

Um ponto importante de ser destacado é que não existe CERTEZA ABSOLUTA de que você terá grandes retornos se tomar riscos elevados.

O fato é que tomando um maior risco, aumenta a possibilidade de obter maiores rentabilidades, mas ainda existem chances de ocorrerem retornos baixos, nenhum retorno, ou até mesmo perda de dinheiro.

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Escolhendo investimento considerando risco

Começando pelos investimentos seguros, pode-se dizer que não existe investimento mais seguro do que os títulos públicos.

Esses títulos são considerados tão seguros por terem o chamado “risco soberano”, ou seja, são garantidos pelo Governo Federal, o qual possui muitas maneiras de captar ou até mesmo “criar” (imprimir) dinheiro caso seja necessário.

Logo na sequência, vêm a poupança e os títulos privados de emissão bancária garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), sendo eles:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário)
  • RDB (Recibo de Depósito Bancário)
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
  • LC (Letra Cambial)
  • LH (Letra Hipotecária)

Assim, se você estiver procurando pura e simplesmente segurança para seus investimentos, pode escolher algum dos ativos mencionados acima e dormir sem preocupações.

No entanto, como risco baixo é atrelado a retornos baixos, talvez você esteja procurando retornos maiores, e, por consequência algo mais arriscado. Se este for o caso, veja as opções abaixo:

Avançando para o degrau “nível 1” de risco, podemos mencionar fundos de investimento de renda fixa.

Simplificadamente, fundos de investimento nada mais são do que um aglomerado de pessoas que deixam seu dinheiro sob o controle de um profissional (gestor do fundo) que fará a aquisição dos investimentos de acordo com as políticas do fundo.

Esses fundos de renda fixa usualmente fazem aquisição dos papeis de títulos públicos e títulos de financeiras que mencionamos acima, mas eles não contam com a proteção do FGC nem do governo.

Na “escadinha do risco”, subindo para o “nível 2” encontramos os títulos de emissão não bancária: as debêntures (normais ou incentivadas), CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) e CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários).

Estes são ativos cujo risco está atrelado à empresa que receberá o dinheiro investido. Desta forma, o risco pode ser maior ou menor dependendo da saúde financeira, operacional, setorial e regulatória dessa empresa.

Continuando na escalada do risco, subindo para o “nível 3” de risco estão os fundos de investimento multimercados (FIM) e os fundos previdenciários. Esses fundos misturam diversas estratégias tanto dos ativos que mencionamos acima (mais seguros) quanto dos ativos que mencionaremos abaixo (mais arriscados) de acordo com suas políticas próprias, podendo também variar entre investimentos no Brasil ou no exterior.

Ainda, temos o degrau “nível 4” de risco, o qual oferece grandes possibilidades de retorno por consequência do elevado risco. Aqui estão os ativos de renda variável, que são as ações ‘puras’, fundos de investimento imobiliários (FII) e fundos de ações (FIA).

Por fim, temos o degrau “nível 5”, contendo ativos de renda variável mais complexos e com os maiores riscos, uma vez que podem gerar perdas superiores ao valor investido. Aqui se encontram: mercado futuro e opções. Esse nível de risco só é recomendável para quem já tem familiaridade com renda variável e gastou o tempo necessário estudando os ativos que irá adquirir.

Para resumir tudo o que foi dito sobre risco:

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Conclusão

Já determinou os ativos que possuem o risco que você está disposto a correr com o seu investimento?

Então completamos a primeira etapa!

Agora vamos para a segunda.

No próximo conteúdo vamos continuar a seleção de ativos avaliando as características de “prazo de investimento”.

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Rafael Correa Publicado em Março de 2020
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