CDB: o que você precisa entender sobre o investimento

Dentro os investimentos de renda fixa, o CDB é, de longe, um dos mais conhecidos. Isso porque normalmente é o título oferecido por instituições financeiras aos seus clientes como entrada ao mundo dos investimentos. Nesse caso, o CDB acaba sendo o primeiro passo da transição da poupança para uma opção de investimento mais rentável.

Não são apenas os bancos que oferecem este tipo de aplicação. Corretoras também disponibilizam este produto e, inclusive, muitas vezes com um retorno maior do que as grandes instituições financeiras. Então, se você está em busca de um investimento em renda fixa para iniciar no mercado financeiro, o CDB pode ser a escolha certa.

Neste artigo vamos explicar o que é esta aplicação, suas vantagens e riscos, além da relação com o Imposto de Renda. Aproveite a leitura.

Como funciona?

CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Nada mais é do que a emissão de um título de renda fixa por bancos com a intenção de captar dinheiro e financiar suas atividades. Essencialmente, isto quer dizer que o CDB funciona como um empréstimo para a instituição financeira que, em troca, oferece uma taxa de rentabilidade definida.

Uma vez feito o aporte inicial no valor desejado para a aplicação, na data de vencimento, o investidor recebe o valor original acrescido do rendimento do período. É importante lembrar que há incidência de Imposto de Renda no CDB, com alíquota variando de 15% a 22,5%, dependendo do tempo de aplicação.

Quem resgata o dinheiro aplicado nesse título em menos de 30 dias, paga ainda o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o rendimento, que chega a mais de 90% para um dia de aplicação e reduz por dia adicional.

O rendimento do CDB pode ser prefixado, pós-fixado ou atrelado à inflação, cada qual com características que vão influenciar no seu retorno.

Prefixado

Como a taxa de juros é definida previamente, é possível calcular qual será o retorno exato no vencimento do título. Assim, aquela porcentagem de rendimento será obtida no fim do contrato.

Pós-fixado

Um dos tipos mais comuns de CDB conta com uma taxa pós fixada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), indicador que será a referência da rentabilidade do título desde o momento da sua emissão. Porém, nesta opção, não é possível saber qual será o retorno de forma assertiva, pois o CDI possui uma variação diária.

Atrelado à inflação ou híbrido

O retorno deste tipo de CDB é composto pelas estruturas do prefixado e do pós-fixado. Ou seja, é oferecido como rendimento uma parcela prefixada e outra com base na inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ou pelo IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado).

Em algumas instituições financeiras é oferecido o chamado "CDB progressivo", uma modalidade alternativa às apresentadas acima. Nesta aplicação, quanto mais tempo o seu investimento permanecer ativo, maior será o seu rendimento. É uma maneira de estimular os investidores a permanecerem com os seus recursos aplicados a longo prazo.

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Vantagens e riscos

Por ser um investimento muito popular e fácil de ser encontrado em bancos e corretoras, aplicar no CDB é bem simples. Existe uma variedade de alternativas disponíveis.

Se por um lado o CDB tem a incidência de tributos, por outro é uma aplicação que não requer taxas de administração, performance ou custódia.

Além disso, uma das vantagens do CDB, é que você pode contar com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), caso o seu investimento esteja dentro do limite de R$250 mil por instituição financeira, como explicamos neste post.

Assim como os outros tipos de investimentos, o CDB possui os seus riscos. É importante estar atento ao rating do emissor, nota dada como uma avaliação de risco de crédito daquele título ou instituição. Quando maior for a nota de rating, maior é a confiabilidade.

Vale a pena investir?

Como falamos no início deste artigo, o CDB é uma ótima opção para quem está iniciando suas aplicações financeiras. Por ser um investimento de baixo risco e ter um rendimento acima da poupança, é bem atrativo para dar o primeiro passo.

Mas, tudo isso depende do seu perfil de investidor. É preciso avaliar qual o seu recurso disponível para aplicação, qual o tipo de retorno desejado e qual o prazo de resgate dentro do seu planejamento.

Uma regra básica é ter em mente que a maior valorização geralmente está relacionada com a maior duração do investimento. Via de regra, as melhores taxas são obtidas com os títulos de maior prazo. Mas, além de avaliar os juros oferecidos, fique sempre atento à mordida do Leão: quanto maior o tempo de aplicação, menor a alíquota do Imposto de Renda.

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Equipe de conteúdos
Publicado em Novembro de 2020
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