Boas práticas de investimentos contra crises

Crises podem ser caracterizadas como um imprevisível estado súbito de desequilíbrio ou desajuste do momento preexistente.

Entre tantos outros impactos, os investimentos também sofrem com a instabilidade e incerteza proveniente desses desequilíbrios.

No entanto, apesar da imprevisibilidade, existem algumas práticas que poderiam ter ajudado a passar pela crise atual (ou mesmo qualquer crise) de forma a minimizar seus impactos em nossos investimentos.

Nesse conteúdo vamos explicar essas práticas!

Se preferir ver de forma resumida, assista ao vídeo do nosso canal no Youtube:

Possuir uma reserva de emergência

Com todo o comércio fechado, maioria das indústrias e serviços inoperantes, a economia sente os impactos do isolamento prolongado.

E assim, o terror da ausência da entrada de dinheiro mensal inquieta a maioria dos brasileiros.

Ter algum dinheiro guardado para pagar as contas dos próximos 6-12 meses não faz com que a preocupação deixe de existir.

Mas absolutamente traz uma qualidade de sono muito melhor durante essa crise em comparação a quem não tem uma reserva para emergências estabelecida.

Pois, mesmo se ocorrer uma demissão, ou ainda a falta de lucro na própria empresa, você ainda tem um tempo de independência até a crise passar ou até conseguir reestabelecer o seu equilíbrio

Valem duas observações importantes:

  • 1.
    os investimentos para sua reserva devem ser obrigatoriamente opções seguras e de liquidez elevada.

    Sendo assim, não espere que os rendimentos dessa reserva sejam elevados ou expressivos, porque esse não é o objetivo para este capital.
  • 2.
    esse capital deve ser usado única e exclusivamente para emergências, e não para oportunidades.

A importância da diversificação

Diversificar dentro do mesmo tipo de investimento ou ainda entre diferentes tipos de investimentos que não estejam correlacionados entre si (ou ambos) é uma das melhores (para não dizer a melhor) forma de reduzir todos os tipos de risco da sua carteira.

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Nos investimentos, diversificando você reduz o impacto individual de cada investimento no seu portfólio total.

Você já ouviu a história do cesto de ovos? Se você coloca todos os seus ovos em uma única cesta, e ela cai, você perde todos. No entanto, se você colocar cada um em uma cesta, mesmo que uma delas caia, você ainda continua com os outros ovos.

Em um ano ou outro, algum tipo de investimento será destaque por ter apresentado uma performance melhor do que os outros, mas muito dificilmente este será “o melhor” durante vários anos seguidos.

Com diversificação você da chance para seus resultados serem compostos por diversas fontes, o que gera mais estabilidade.

Vale ressaltar que é necessário sempre respeitar o seu perfil de risco na hora de escolher um investimento, mas todos podem, e devem, fazer diversificações.

Claro que dependendo da quantidade investida, pode ser difícil diversificar, pois alguns investimentos exigem valores mínimos para serem acessados, que não são tão elevados quanto a maioria dos brasileiros acha!

Confira nosso material sobre o valor necessário para acessar todos os investimentos e saiba quais combinam com seus objetivos, expectativa e realidade

Segregar os investimentos em carteiras

Em épocas de crise, todos os investimentos sofrem algum impacto, conforme explicamos com mais detalhes neste artigo.

No entanto, alguns sofrem mais do que outros pelas características individuais de garantias, emissores, devedores etc.

Sem nenhum tipo de organização, não é possível quantificar esses impactos individuais nos nossos investimentos, e assim ter consciência do que está de fato acontecendo com os nossos investimentos.

Com uma organiza em carteiras de investimentos é possível identificar mais rapidamente quais as performances em cada grupo (ou ativo) separadamente, e assim rastrear pontos de atenção que podem se tornar pontos de movimentos (ou não).

Neste artigo, comentamos tudo o que você precisa saber sobre carteiras de investimento e como montar as suas próprias.

Respeitar o seu perfil de investidor

Em 2018, 2019 e 2020 vivenciamos uma forte redução do juros no país, chegando aos menores patamares já existentes no Brasil.

Esta redução, e em conjunto com alguns outros motivos, ocasionaram uma corrida para a bolsa, o que por sua vez fez com que a renda variável batesse recorde atrás de recorde, o que motivava ainda mais tal corrida.

Não somente investidores que aceitam o risco entraram nessa migração, mas também perfis mais conversadores.

O problema aqui, é que, para qualquer oscilação negativa mais abrupta, há muito desconforto por parte dos perfis conservadores, com uma consequente fuga dos ativos, algo que foi muito observado em março deste ano.

Ninguém gosta de perder dinheiro, mas quem tem o perfil de investidor arrojado tem consciência dos riscos que está correndo nas operações de renda variável.

Da mesma forma como quem não sabe nadar não entra em piscina que não alcança o fundo por segurança, não devemos escolher investimentos arriscados além da nossa disposição a risco.

Caso queira saber mais detalhes, confira esse nosso material sobre quais os riscos de cada tipo de investimento e como fazer uma escolha que respeite seus objetivos, expectativas e realidade.

Conclusão

As práticas comentadas não fazem com que seus investimentos estejam blindados contra crises econômicas e financeiras.

No entanto, te dão condições de passar por crises melhor do que quem investe sem seguir qualquer direcionamento ou metodologia, uma vez que são ferramentas de conscientização e conhecimento da sua própria realidade.

Você terá não só melhores noites de sono como também condições de tomar as melhores decisões de quais movimentos executar com seu dinheiro, seja no momento de necessidade de resgata-lo, seja no momento de aportar em mais investimentos.

Compartilhe este conteúdo com seus amigos e familiares para que tenham condições de passar melhor pelas próximas crises!

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Rafael Corrêa Publicado em Maio de 2020
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